INTROSPECÇÃO


CRISTOPHER S. CHAVES – 27/04/2008
  
Aquí os ponteiros dos relógios parecem percorer o caminho inverso
Os dias parecem ter 72 horas
As noites são temerosas
Há um grito de silêncio que corroe o fundo da minh’alma
Olho por sobre a janela e entre meio as minhas próprias grades
A cena é sempre a mesma – só vejo muros, e são como grilhões
Não há verde, não há pássaros, não há novas paisagens
Há somente um profundo tédio e é esse o meu sentimento mais nobre
A morte me espreita e a anseio
Regurgito solidão e sinto a mais áspera amargura
Interrogações é tudo que encontro na mais profunda introspecção
Quero eu adormecer no eterno sono e conhecer as dádivas de um "encontro"
Me sinto como um anjo caído
Sou como um zumbí que vaga
Calo-me
Há algo que me fala ao coração
Palavras emergidas do âmago dos meus sentimentos
Há como quisera estar liberto!
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