A caverna de paixão. Alegoria de um triste fim. Sem verdades, bem e luz.


Antagônicos

– Você me perdoa?
– Não.
– Mas…
– Cansei de te perdoar em vão. Quando você pede desculpas e eu aceito, sou eu que peço perdão.
Por ter sido idiota o tempo todo.
– Você não está falando sério.
– Estou.
– Dessa vez eu estou realmente pedindo..
– Pode até ser… – Pausa – mas quer saber? – Outra pausa, mas dessa vez longa tanto quanto um segundo visto pela primeira vez – você já mentiu tanto que suas verdades se tornaram mentiras.
– Eu te amo – Talvez nesse momento tenha uma ou duas lágrimas.
– Não mais que a si. – Não há pausas quando há suspiros – Não mais que eu.
– Volta?
– Chega Glauco, não sou Sócrates. Não sou você. Você já não é eu.
– A República? Sério?
– Vá.
Não há suspiros dentro de pausas. Apenas um vento forte que se…

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